A vontade de falar tudo que lhe vinha a cabeça era tanta, tanta, mas ninguém quis ouvir. Ela queria gritar porque, pela primeira vez na vida, sentia-se livre daquele fardo que carregou tanto tempo. Pra alguns ela queria dizer que esquecessem o que ela fez ou disse no passado, que agora era outro tempo, que ela tinha mudado. Ninguém novamente quis ouvir. Já não acreditavam mais? Ou ela é que não tinha que dar satisfação a ninguém? Quanta mentira vivida, quanto tempo perdido, pricipalmente com pessoas que não lhe interessavam mais.
Ela resolveu então abrir os braços para o novo, de costas para o velho, e encontrou lá a alegria e o vibrar de cores e sons. Foi seguindo para sempre sem olhar pra trás. E assim foi, sem se culpar, vivendo cada dia de uma vez, sempre tentando manter o bom humor. E hoje, se a tristeza vem, ela chora, mas não quer provar para ninguém que a dor dela é verdadeira ou maior que a de ninguém.
Sunday, November 22, 2009
Saturday, November 21, 2009
Agora no quarto ela chora
Nunca imaginei sentir assim
Triste com essa notícia
Ele a deixou
E eu que sonhei tanto pra isso acontecer
Agora já não queria mais
Porém não valeria nada eu querer
Pois ele já não me quer mais
"O nosso amor a gente inventa
Pra se distrair
e quando acaba a gente pensa
Que ele nunca existiu"
Nunca imaginei sentir assim
Triste com essa notícia
Ele a deixou
E eu que sonhei tanto pra isso acontecer
Agora já não queria mais
Porém não valeria nada eu querer
Pois ele já não me quer mais
"O nosso amor a gente inventa
Pra se distrair
e quando acaba a gente pensa
Que ele nunca existiu"
Lágrimas Negras
Ah meu amor
Se eu pudesse entender
as palavras que diz
os olhares que dá
Entender sem ter que ler
sem ter que pedir tradução
Se eu soubesse, amor
Mas não sei
Não sei do seu sofrer
Não passei por isso
E você diz ser real
Eu sei que é real
Mas não sei a dor de viver
de nascer e ser como é você
("Na frente do cortejo O meu beijo Forte como aço Meu abraço São poços de petróleo A luz negra dos seus olhos Lágrimas negras saem, caem, doem Por entre flores e estrelas Você usa uma delas como brinco Pendurado na orelha Astronauta da saudade Com a boca toda vermelha Lágrimas negras saem, caem, doem São como pedras de moinho que moem Roem, moem E você baby Vai, vem, vai E você, baby Vem, vai, vem Belezas são coisas acesas por dentro Tristezas são belezas apagadas Pelo sofrimento Lágrimas negras saem, caem, doem")
Se eu pudesse entender
as palavras que diz
os olhares que dá
Entender sem ter que ler
sem ter que pedir tradução
Se eu soubesse, amor
Mas não sei
Não sei do seu sofrer
Não passei por isso
E você diz ser real
Eu sei que é real
Mas não sei a dor de viver
de nascer e ser como é você
("Na frente do cortejo O meu beijo Forte como aço Meu abraço São poços de petróleo A luz negra dos seus olhos Lágrimas negras saem, caem, doem Por entre flores e estrelas Você usa uma delas como brinco Pendurado na orelha Astronauta da saudade Com a boca toda vermelha Lágrimas negras saem, caem, doem São como pedras de moinho que moem Roem, moem E você baby Vai, vem, vai E você, baby Vem, vai, vem Belezas são coisas acesas por dentro Tristezas são belezas apagadas Pelo sofrimento Lágrimas negras saem, caem, doem")
Tuesday, October 27, 2009
Eu Te Sigo
Eu te sigo, sempre, nunca deixei de te seguir. E corro, e olho. Tremo quando te vejo ou quando percebo que há ainda um restinho de mim em você. Sufoco. Me sufoco. Te acho ridículo, te odeio. Mas continuo indo atrás, sem você saber. Eu quero notícias, quero saber que você está vivo, quero seu rastro. Lembrar muitas vezes é ruim, mas pra mim não, lembrar pra mim é apenas ver que não houve erro, que tudo aconteceu como tinha que ser. E eu lembro, e me corroo, e às vezes dói, às vezes não. Altos e baixos, procurando sempre por você, meu único e eterno paradeiro.
Monday, October 26, 2009
Paixão x Felicidade
Ela se apaixona e vai cega em direção àquilo que ela considera a sua felicidade. Mas essa felicidade nunca chega, sempre está no caminho. Sonhando em meio aos destroços que sua vida se tornou. Talvez não veja que a maior culpada disso tudo seja ela mesma ou talvez saiba, mas prefira culpar o outro. Ela chora muito, ela chora sempre, sempre infeliz procurando a felicidade perdida. E onde ela está? No seu futuro promissor, nas coisas grandes que irão se realizar, porque deus quis, nem é por lutar, pensar positivo já ajuda. Ela tem muita vontade e ideias novas, sempre querendo melhorar, mas não age. Por que nós, humanos, temos essa mania de viver no sonho e não buscar no agora as coisas que nos fazem bem? Por que temos que viver com esse pensamento no futuro melhor que nunca chega? Por que não voltamos às coisas simples da vida que nos torna mais felizes? Será que nós buscamos a infelicidade?
Talvez a resposta disso tudo seja que a paixão nos cega, nos faz ver as coisas de maneira deturpada, e deixamos de amar, passamos a ter posse ou a querer possuir. Passamos a culpar o outro pelas nossas frustrações porque deixamos de nos conhecer. Deixamos de saber o que é melhor para nós, o que é essencial, e buscamos lixos e luxos.
Talvez a resposta disso tudo seja que a paixão nos cega, nos faz ver as coisas de maneira deturpada, e deixamos de amar, passamos a ter posse ou a querer possuir. Passamos a culpar o outro pelas nossas frustrações porque deixamos de nos conhecer. Deixamos de saber o que é melhor para nós, o que é essencial, e buscamos lixos e luxos.
Monday, October 19, 2009
Um dia offline é muito
Que mundo vivemos tão diferente do que tínhamos há poucos anos atrás... Sei que isso que digo é, de certa forma, algo que todo mundo tá cansado de ouvir. Porém ontem eu passei o dia todo sem me conectar à internet, era um domingo, dia de descanso, entretanto achei muito estranho e vi que um dia offline é muito tempo e sinto que poderia estar me atualizando de alguma forma. Paranóia? Pode ser que sim.
Sempre gostei de escrever e minhas noites de adolescência seriam menos solitárias caso eu tivesse toda essa estrutura para utilizar. Na época me lembro de perder o sono e passar a noite escrevendo, lendo cartas, lendo livros, vendo fotos.
Claro que ainda os leio e os lerei sempre, mas hoje tenho livros no meu computador (e também impressos), e-mails de amigos queridíssimos, contatos comerciais, fotos, letras de músicas e a impressão de não ter mais tempo para tudo que quero fazer.
Sempre gostei de criar: letras de música, poesias, textos e artesanatos. Porém escolhi estudar administração, ao invés de letras, design, belas artes. Não sei porque, mas todos diziam que tudo isso não daria dinheiro: caí. Agora vivo entre duas profissões uma para me dar o sustento e outra para me dar o prazer. Um dia eu junto os dois numa só ocupação. Mas por enquanto vou curtindo e agradecida de ter tudo que tenho.
Sempre gostei de escrever e minhas noites de adolescência seriam menos solitárias caso eu tivesse toda essa estrutura para utilizar. Na época me lembro de perder o sono e passar a noite escrevendo, lendo cartas, lendo livros, vendo fotos.
Claro que ainda os leio e os lerei sempre, mas hoje tenho livros no meu computador (e também impressos), e-mails de amigos queridíssimos, contatos comerciais, fotos, letras de músicas e a impressão de não ter mais tempo para tudo que quero fazer.
Sempre gostei de criar: letras de música, poesias, textos e artesanatos. Porém escolhi estudar administração, ao invés de letras, design, belas artes. Não sei porque, mas todos diziam que tudo isso não daria dinheiro: caí. Agora vivo entre duas profissões uma para me dar o sustento e outra para me dar o prazer. Um dia eu junto os dois numa só ocupação. Mas por enquanto vou curtindo e agradecida de ter tudo que tenho.
Monday, October 12, 2009
O Vazio
Era eu, outrora, muito preocupada e interessada no conteúdo. No conteúdo das pessoas, no conteúdo dos livros, no conteúdo das letras de música, no conteúdo das conversas... Procurava sempre preencher-me. O que de bom aquilo era pra mim? Depois fui ver, que, quando se trata de existir, o conteúdo é sempre o mesmo. Existe ou não existe... Ponto. Passei a desconsiderar alguns conceitos que tinha sobre a futilidade, apesar de achar que a vida é, de certa forma, fútil. Queria conhecer pessoas que transgredissem regras sociais, que fossem modernas e que tivessem mente aberta, mas, na verdade, é apenas uma forma de eu não ter que conviver com as pessoas normais, as pessoas que existem, carne e osso, pessoas comuns, filhos de Ogum, Oxum ou sei lá o que. Era uma maneira de fugir. E o mais interessante é que ao me inserir em certo grupo, eu descobria que não era bem aquilo que eu procurava e sim uma coisa muito melhor. Um caminho novo, nunca antes navegado, um caminho único, o meu caminho. Mas nada, nada me preenchia nessa busca constante da felicidade e do existir, por isso mesmo acho que já estou, na verdade, em excesso preenchida e agora, o meu papel é esvaziar-me, esvaziar-me, esvaziar-me até eu deixar de ser.
Monday, October 05, 2009
Elvis
Ele me segurava forte, me abraçava e era tão bonito que minhas pupílas se dilatavam e minha face enrubrecia. Ele sabia disso, ele gostava de provar para si mesmo que era o sonho de várias mulheres. Era meu amigo. Infelizmente a vida tem suas contingências e aquele ano foi um ano duro para nós dois.
Ouvíamos a mesma música várias vezes ao dia. Não tínhamos muito o que fazer, é bem verdade, nosso trabalho era esperar. E nisso fumávamos um cigarro, ríamos, passávamos frio de braços dados e fomos criando uma intimidade que só verdadeiros amigos tem. Posso vê-lo só daqui a 200 anos, mesmo assim sei que será como se o tivesse encontrado ontem. Ele me fez enxergar muita coisa bonita. Me fez enxergar que eu sou bonita.
Acho que nunca me esquecerei de seu sorriso, do carinho que tinha por mim, tanto que tenho saudade dele até hoje. Tento contato, porém ele sumiu, está como eu, trabalhando muito e de verdade, não como era naquele tempo... Tempos estranhos, eu diria, terminei metendo os pés pelas mãos, tanta coisa aconteceu... Até que tentei tirar Elvis das minhas fantasias, dos sonhos de saber como seria lhe dar um beijo, o coração dele tinha dona, mesmo que ela não quisesse, era dela.
Foi então que resolvi cortar isso e ter algo real, com outro homem, pois o real estava batendo a porta e eu não podia mais esperar. E amei, de forma tão inesperada que já nem sei o que foi aquilo que senti. E quase morri quando ele me deixou. Parecia que eu ia afundar no colchão da minha cama até chegar no chão, até me sufocar em meio aos lençóis, travesseiros e edredons. Senti a dor de quem perde alguém muito especial, mas hoje o que foi aquilo que vivi?
Pra mim ficou Elvis. Elvis e seus cabelos lisos, sorriso largo, abraço quente. Elvis e sua melancolia, angustia, baixa auto-estima. Elvis e sua paixão mal-resolvida, sua galinhagem, sua mania de ser um macho alpha. Elvis e eu. Para sempre.
Ouvíamos a mesma música várias vezes ao dia. Não tínhamos muito o que fazer, é bem verdade, nosso trabalho era esperar. E nisso fumávamos um cigarro, ríamos, passávamos frio de braços dados e fomos criando uma intimidade que só verdadeiros amigos tem. Posso vê-lo só daqui a 200 anos, mesmo assim sei que será como se o tivesse encontrado ontem. Ele me fez enxergar muita coisa bonita. Me fez enxergar que eu sou bonita.
Acho que nunca me esquecerei de seu sorriso, do carinho que tinha por mim, tanto que tenho saudade dele até hoje. Tento contato, porém ele sumiu, está como eu, trabalhando muito e de verdade, não como era naquele tempo... Tempos estranhos, eu diria, terminei metendo os pés pelas mãos, tanta coisa aconteceu... Até que tentei tirar Elvis das minhas fantasias, dos sonhos de saber como seria lhe dar um beijo, o coração dele tinha dona, mesmo que ela não quisesse, era dela.
Foi então que resolvi cortar isso e ter algo real, com outro homem, pois o real estava batendo a porta e eu não podia mais esperar. E amei, de forma tão inesperada que já nem sei o que foi aquilo que senti. E quase morri quando ele me deixou. Parecia que eu ia afundar no colchão da minha cama até chegar no chão, até me sufocar em meio aos lençóis, travesseiros e edredons. Senti a dor de quem perde alguém muito especial, mas hoje o que foi aquilo que vivi?
Pra mim ficou Elvis. Elvis e seus cabelos lisos, sorriso largo, abraço quente. Elvis e sua melancolia, angustia, baixa auto-estima. Elvis e sua paixão mal-resolvida, sua galinhagem, sua mania de ser um macho alpha. Elvis e eu. Para sempre.
Wednesday, September 30, 2009
Ainda bem!
Ainda bem! Ainda bem que eu fui embora e te perdi pela distância... Ainda bem que agora estou salva aqui. E eu não te perdi pra ninguém. Eu te perdi, porque na verdade eu nunca tive. Ainda bem que aqui eu não ouço sua voz e não te vejo todos os dias, ainda bem...
E pensar que eu até acreditei que tinha achado um oásis no deserto, naquele dia que nos conhecemos melhor. Nunca sei se os homens que conheci serviram para me fortalecer ou para me desiludir de vez. E agora vejo você encontrar a "mulher da sua vida" e AINDA BEM que estou bem longe, que assim sinto a dor bem fraquinha no peito. E nem acredito nisso, não acredito mesmo, não há ninguém feito pra ninguém... Nada é eterno, e isso é mesmo o que me consola.
Eu sei, eu não sirvo pra isso, eu faço minhas loucuras, eu me jogo, eu não meço limites, eu sou uma artista e artistas nem existem, representam o tempo todo, e nem sei se essa dor que estou sentindo é mesmo minha. Tenho cansado de representar certas coisas e quero partir para outras, e já é chegada a hora. E ainda bem que já vou me embora.
E pensar que eu até acreditei que tinha achado um oásis no deserto, naquele dia que nos conhecemos melhor. Nunca sei se os homens que conheci serviram para me fortalecer ou para me desiludir de vez. E agora vejo você encontrar a "mulher da sua vida" e AINDA BEM que estou bem longe, que assim sinto a dor bem fraquinha no peito. E nem acredito nisso, não acredito mesmo, não há ninguém feito pra ninguém... Nada é eterno, e isso é mesmo o que me consola.
Eu sei, eu não sirvo pra isso, eu faço minhas loucuras, eu me jogo, eu não meço limites, eu sou uma artista e artistas nem existem, representam o tempo todo, e nem sei se essa dor que estou sentindo é mesmo minha. Tenho cansado de representar certas coisas e quero partir para outras, e já é chegada a hora. E ainda bem que já vou me embora.
Saturday, September 26, 2009
De coração para coração
"Mais uma vez bom dia! Com todo respeito, hoje você está muito bonita! As mulheres ficam muito bem quando estão vestidas de branco. Demostra um aspecto agradável...
Mas, escrevi estas palavras, não apenas para lhe elogiar e sim para lhe agradecer mais uma vez pelo consolo qe você me deu naquele dia em que não fui forte o suficiente para conter as minhas lágrimas. No momento em que você pegou nas minhas costas eu senti uma imensa segurança... foi como a mãe fazendo carinho no filho...
O que me ocorre nada mais é do que uma doença psicológica conhecida como depressão. Mas já estou tendo acompanhamento de um profissional e logo estarei livre disso. Hoje estou muito feliz, pois dês de terça-feira eu não tive nenhuma crise. Estou lendo uma revista, e na matéria encontei uma frase de um cientista britânico que diz o seguinte:
"Se acreditarmos que podemos vender, nós venceremos. A confiança é um pré-requisito para a vitória".
Tolice da minha parte, de acreditar que eu nunca seria vítima de doença psicológica... mas agora eu sei que isso é possível e que eu sou um ser humano qualquer, com sentimentos como qualquer outra pessoa.
Nessas horas é que nós percebemos quem são os nossos verdadeiros amigos. Se você quiser ler a fraso do cientista britânico, pode vir à minha máquina. Ela está em cima do meu CPU. Mais uma vez obrigado pela atenção que você me deu! E tenha certeza absoluta de que sou muito grato a isso. Obrigado!"
Fazendo faxina nos documentos da empresa achei essa carta, sem data, sem assinatura e sem destinatário, me apropriei dela, achei fantástica e resolvi colocar no blog. Transcrevi exatamente da forma que o remetente escreveu para não perder a essência. Achei muito linda, gosto de cartas, acho românticas e parece que você está ali, totalmente vulnerável, dizendo "esse estranho aí sou eu".
Mas, escrevi estas palavras, não apenas para lhe elogiar e sim para lhe agradecer mais uma vez pelo consolo qe você me deu naquele dia em que não fui forte o suficiente para conter as minhas lágrimas. No momento em que você pegou nas minhas costas eu senti uma imensa segurança... foi como a mãe fazendo carinho no filho...
O que me ocorre nada mais é do que uma doença psicológica conhecida como depressão. Mas já estou tendo acompanhamento de um profissional e logo estarei livre disso. Hoje estou muito feliz, pois dês de terça-feira eu não tive nenhuma crise. Estou lendo uma revista, e na matéria encontei uma frase de um cientista britânico que diz o seguinte:
"Se acreditarmos que podemos vender, nós venceremos. A confiança é um pré-requisito para a vitória".
Tolice da minha parte, de acreditar que eu nunca seria vítima de doença psicológica... mas agora eu sei que isso é possível e que eu sou um ser humano qualquer, com sentimentos como qualquer outra pessoa.
Nessas horas é que nós percebemos quem são os nossos verdadeiros amigos. Se você quiser ler a fraso do cientista britânico, pode vir à minha máquina. Ela está em cima do meu CPU. Mais uma vez obrigado pela atenção que você me deu! E tenha certeza absoluta de que sou muito grato a isso. Obrigado!"
Fazendo faxina nos documentos da empresa achei essa carta, sem data, sem assinatura e sem destinatário, me apropriei dela, achei fantástica e resolvi colocar no blog. Transcrevi exatamente da forma que o remetente escreveu para não perder a essência. Achei muito linda, gosto de cartas, acho românticas e parece que você está ali, totalmente vulnerável, dizendo "esse estranho aí sou eu".
Sangria Desatada
"Sangria desatada", lembro do meu pai usar essa expressão quando nós, ainda pequenas, sofríamos um pequeno acidente ou qualquer coisa de ruim nos ocorria, porque estávamos ansiosas ou correndo ou brincando. Enfim, sei que me lembrei hoje dessa expressão e, como não escrevo aqui há um tempo, pensei, "por que não fazer um post sobre isso?"
Hoje mesmo, eu, na sangria desatada de puxar a gaveta, acabei quebrando minha unha, que estava ficando linda. Agora sou mais uma mulher sem classe de unhas curtas e vermelhas.
O que você entende sobre "sangria desatada"? Pra mim, sangria desatada é desesperar-se e sair fazendo coisas sem pensar nas consequências, só para fazer logo ou para ficar livre. Meu pai é quase um sábio, as pessoas do interior parecem mais sábias, "perdem" mais tempo lendo livros que não são os da moda, vivem mais devagar, comem frutas, comem devagar, curtem o domingo com tranquilidade. Nós, das grandes cidades, vivemos nessa sangria desatada, corremos pra lá e pra cá e sentimos solidão quando ficamos algumas horas sozinhos.
Ontem li algo no blog da HStern sobre a mulher atual. Diziam que ela cobra muito de si mesma. Uma perfeição inalcansável, não aceita errar, não aceita esquecer, ou seja, vive numa sangria desatada para conseguir seu lugar ao sol, ao lado, ou talvez até à frente do homem, não é?
E o que dizer de alguns donos de empresa que estão sempre ao telefone, reclamando de algum funcionário, sendo grosseiro com as pessoas das quais ele depende? E o que dizer da dona de casa que muitas vezes vive correndo atrás dos filhos novos e vive descabelada, desarrumada e gorda? E o que dizer de nós que vivemos procurando a fama e o reconhecimento no munda da internet? E o que dizer de quem fuma um cigarro atrás do outro?
Estamos sim, numa sangria desatada!
Hoje mesmo, eu, na sangria desatada de puxar a gaveta, acabei quebrando minha unha, que estava ficando linda. Agora sou mais uma mulher sem classe de unhas curtas e vermelhas.
O que você entende sobre "sangria desatada"? Pra mim, sangria desatada é desesperar-se e sair fazendo coisas sem pensar nas consequências, só para fazer logo ou para ficar livre. Meu pai é quase um sábio, as pessoas do interior parecem mais sábias, "perdem" mais tempo lendo livros que não são os da moda, vivem mais devagar, comem frutas, comem devagar, curtem o domingo com tranquilidade. Nós, das grandes cidades, vivemos nessa sangria desatada, corremos pra lá e pra cá e sentimos solidão quando ficamos algumas horas sozinhos.
Ontem li algo no blog da HStern sobre a mulher atual. Diziam que ela cobra muito de si mesma. Uma perfeição inalcansável, não aceita errar, não aceita esquecer, ou seja, vive numa sangria desatada para conseguir seu lugar ao sol, ao lado, ou talvez até à frente do homem, não é?
E o que dizer de alguns donos de empresa que estão sempre ao telefone, reclamando de algum funcionário, sendo grosseiro com as pessoas das quais ele depende? E o que dizer da dona de casa que muitas vezes vive correndo atrás dos filhos novos e vive descabelada, desarrumada e gorda? E o que dizer de nós que vivemos procurando a fama e o reconhecimento no munda da internet? E o que dizer de quem fuma um cigarro atrás do outro?
Estamos sim, numa sangria desatada!
Wednesday, September 09, 2009
Porque era ela, porque era eu...
Ela, motivo de alguns textos meus, viveu intensamente em minha vida há algum tempo atrás, e não faz tanto tempo assim... Hoje é uma data especial. Naquele ano foi comemorada como uma grande data para nós, ríamos, desejei-lhe muitas felicidades. Mas a vida é tonta e nos iludiu, e realmente não foi um ano feliz.
Tenho mágoas sim, mas na verdade tenho mais é saudade. Saudade de quem ela era antes de eu realmente a conhecer. Amiga, doce, bela, engraçada... Tínhamos momentos de muita sintonia, ríamos das mesmas coisas, nos divertiamos tomando café, almoçando. Ai... já não sei mais, agora já acho que sinto realmente mais mágoas que saudade...
Tenho mágoas sim, mas na verdade tenho mais é saudade. Saudade de quem ela era antes de eu realmente a conhecer. Amiga, doce, bela, engraçada... Tínhamos momentos de muita sintonia, ríamos das mesmas coisas, nos divertiamos tomando café, almoçando. Ai... já não sei mais, agora já acho que sinto realmente mais mágoas que saudade...
Tuesday, July 07, 2009
Plínio Marcos Escracha
Bom, como eu disse no post anterior, resolvi ler O Abajur Lilás e Oração para um pé-de-chinelo de Plínio Marcos. Então fiz uma minipesquisa na internet e tudo que achei, gostei. Biografia do autor:
http://www.netsaber.com.br/biografias/ver_biografia_c_674.html
Eu gosto de pessoas polêmicas, que dizem pra gente se sacudir, que o mundo não é cor-de-rosa, que existem milhões de pessoas por aí e que, na maioria das vezes, são vítimas de um sistema e nada podem fazer pra mudar a situação. E no site www.pliniomarcos.com.br eu achei sitações dele que falam sobre isso:
"Não faço teatro para o povo. Faço teatro em favor do povo. Faço teatro para incomodar os que estão sossegados. Só por isso faço teatro."
"O povão só berra da geral sem nunca influir nos resultados."
"Minhas peças são atuais porque o país não evolui."
Essa frase em particular me causou um certo êxtase, pois é realmente o que se sente ao ler as peças, são peças dos anos 60, porém atuais como nunca! A miséria, o sentimento de não ter em quem confiar nesse mundo, a forma como o marginal é visto como um nada absoluto, um ser que não deveria existir. Nunca se preocupam em curar o mal ou tentar não criar o mal. Preocupam sim, em manter-se no poder, e para isso, não importam as vidas que vão se perder no meio do caminho. E quantas já perdemos? E quantas perderemos?
Como todo bom dramaturgo, artista, jornalista, cidadão, Plínio Marcos foi perseguido pela censura e, claro, sabotado pela mídia, mas não desistiu:
“Ai, eu me organizei pro pior. E o pior veio. Muito pior do que eu imaginava: na base do maldito ninguém-me-procura. Mas, eu era mais eu. Editava meus livros, na base do crédito naturalmente. E saia vendendo. E ia tocando a catraia contra a maré.”
E quem nunca se sentiu assim, digamos, sabotado, por tentar abrir os olhos das pessoas, por tentar mostrar que esse caminho do poder não é o caminho certo?
Vou falar um pouco sobre as duas peças, o que eu senti ao ler. Mas vou deixar a história um pouco de lado, pois prefiro que vocês mesmo leiam.
O Abajur Lilás: http://www.pliniomarcos.com/dados/abajur.htm
O que eu senti lendo O Abajur Lilás foi uma mistura de angústia, um sentir-se a parte desse mundo marginal e a hipótese de que se eu fosse uma prostituta, como seria minha vida... Ao mesmo tempo que você acha que está longe desse mundo, na verdade isso é ilusório. Imaginei a angústia da mãe prostituta que entrou naquele mundo, antes era só ela, engravidou e agora não tem como sair daquilo, ou não sabe como sair, não conhece outra realidade. Lembrei de quando eu participava de um grupo de voluntários da igreja que davam sopa na rua nas sexta-feiras à noite em BH. Uma vez eu carreguei uma criança com cerca de 1 ano, era um menina. Ela se agarrava a mim e tinha um choro sentido, um choro de "não me abandone", e isso foi uma das coisas que me fez desistir de trabalhar com aquilo, é muito pro meu coração. Essa criança ficava na rua com estranhos enquanto a mãe se prostituía. Um senhor, que cuidava dela naquela noite, me disse que sabe-se lá o que outros faziam com ela. Que a mãe deixava com qualquer um porque precisava trabalhar. Tive uma vontade enorme de levar aquela criança pra minha casa e nunca mais a deixar abandonada na rua, meu coração doeu, aquele foi um dia triste pra mim. Abandonei o projeto não pela dor que me causou, mas sim porque acho que é uma medida paleativa e não uma solução para o problema. Atualmente quero voltar a trabalhar com isso, mas de uma forma que eu realmente vá ajudar o próximo.
Lendo a peça, senti também a fraqueza da carne, como somos fracos sobre tortura e como só os fortes conseguem passar por uma tortura sem denunciar ninguém, ou então só se for um amor muito forte e verdadeiro, onde você prefira morrer torturado a denunciar o outro.
Oração para um pé-de-chinelo: http://www.overmundo.com.br/overblog/oracao-pro-pe-de-chinelo
Achei interessante o título, porque de alguma forma liga esta peça à primeira (só vai entender quem ler). São peças bem parecidas, mas com desfechos diferentens.
As duas peças passam uma sensação de não ter o que fazer, não ter como escapar, como se a vida fosse só deixar o curso seguir, com tudo praticamente premeditado, dia após dia. A falta de confiança no outro, estar sozinho no mundo, não confiar em ninguém, não ter amigos.
É muito interessante também como ele faz uma linguagem marginal, os palavrões, a forma de falar malandra. "Que merda! Que merda! Que merda!" ou "Eu não matei meu pai a soco!"
Gostei muito de ler essas peças e recomendo aos amantes da arte. Embora eu acredite e tenha amizades verdadeiras, em quem confiar e a quem amar.
Bom, sem mais por enquanto. Próximo livro: Ai de ti Copacabana - Rubem Braga
http://www.netsaber.com.br/biografias/ver_biografia_c_674.html
Eu gosto de pessoas polêmicas, que dizem pra gente se sacudir, que o mundo não é cor-de-rosa, que existem milhões de pessoas por aí e que, na maioria das vezes, são vítimas de um sistema e nada podem fazer pra mudar a situação. E no site www.pliniomarcos.com.br eu achei sitações dele que falam sobre isso:
"Não faço teatro para o povo. Faço teatro em favor do povo. Faço teatro para incomodar os que estão sossegados. Só por isso faço teatro."
"O povão só berra da geral sem nunca influir nos resultados."
"Minhas peças são atuais porque o país não evolui."
Essa frase em particular me causou um certo êxtase, pois é realmente o que se sente ao ler as peças, são peças dos anos 60, porém atuais como nunca! A miséria, o sentimento de não ter em quem confiar nesse mundo, a forma como o marginal é visto como um nada absoluto, um ser que não deveria existir. Nunca se preocupam em curar o mal ou tentar não criar o mal. Preocupam sim, em manter-se no poder, e para isso, não importam as vidas que vão se perder no meio do caminho. E quantas já perdemos? E quantas perderemos?
Como todo bom dramaturgo, artista, jornalista, cidadão, Plínio Marcos foi perseguido pela censura e, claro, sabotado pela mídia, mas não desistiu:
“Ai, eu me organizei pro pior. E o pior veio. Muito pior do que eu imaginava: na base do maldito ninguém-me-procura. Mas, eu era mais eu. Editava meus livros, na base do crédito naturalmente. E saia vendendo. E ia tocando a catraia contra a maré.”
E quem nunca se sentiu assim, digamos, sabotado, por tentar abrir os olhos das pessoas, por tentar mostrar que esse caminho do poder não é o caminho certo?
Vou falar um pouco sobre as duas peças, o que eu senti ao ler. Mas vou deixar a história um pouco de lado, pois prefiro que vocês mesmo leiam.
O Abajur Lilás: http://www.pliniomarcos.com/dados/abajur.htm
O que eu senti lendo O Abajur Lilás foi uma mistura de angústia, um sentir-se a parte desse mundo marginal e a hipótese de que se eu fosse uma prostituta, como seria minha vida... Ao mesmo tempo que você acha que está longe desse mundo, na verdade isso é ilusório. Imaginei a angústia da mãe prostituta que entrou naquele mundo, antes era só ela, engravidou e agora não tem como sair daquilo, ou não sabe como sair, não conhece outra realidade. Lembrei de quando eu participava de um grupo de voluntários da igreja que davam sopa na rua nas sexta-feiras à noite em BH. Uma vez eu carreguei uma criança com cerca de 1 ano, era um menina. Ela se agarrava a mim e tinha um choro sentido, um choro de "não me abandone", e isso foi uma das coisas que me fez desistir de trabalhar com aquilo, é muito pro meu coração. Essa criança ficava na rua com estranhos enquanto a mãe se prostituía. Um senhor, que cuidava dela naquela noite, me disse que sabe-se lá o que outros faziam com ela. Que a mãe deixava com qualquer um porque precisava trabalhar. Tive uma vontade enorme de levar aquela criança pra minha casa e nunca mais a deixar abandonada na rua, meu coração doeu, aquele foi um dia triste pra mim. Abandonei o projeto não pela dor que me causou, mas sim porque acho que é uma medida paleativa e não uma solução para o problema. Atualmente quero voltar a trabalhar com isso, mas de uma forma que eu realmente vá ajudar o próximo.
Lendo a peça, senti também a fraqueza da carne, como somos fracos sobre tortura e como só os fortes conseguem passar por uma tortura sem denunciar ninguém, ou então só se for um amor muito forte e verdadeiro, onde você prefira morrer torturado a denunciar o outro.
Oração para um pé-de-chinelo: http://www.overmundo.com.br/overblog/oracao-pro-pe-de-chinelo
Achei interessante o título, porque de alguma forma liga esta peça à primeira (só vai entender quem ler). São peças bem parecidas, mas com desfechos diferentens.
As duas peças passam uma sensação de não ter o que fazer, não ter como escapar, como se a vida fosse só deixar o curso seguir, com tudo praticamente premeditado, dia após dia. A falta de confiança no outro, estar sozinho no mundo, não confiar em ninguém, não ter amigos.
É muito interessante também como ele faz uma linguagem marginal, os palavrões, a forma de falar malandra. "Que merda! Que merda! Que merda!" ou "Eu não matei meu pai a soco!"
Gostei muito de ler essas peças e recomendo aos amantes da arte. Embora eu acredite e tenha amizades verdadeiras, em quem confiar e a quem amar.
Bom, sem mais por enquanto. Próximo livro: Ai de ti Copacabana - Rubem Braga
Faxina na Biblioteca
Meus pais são duas figuras... Apegados demais com certas coisas e desapegados demais com coisas que geralmente consideramos importantes. Desde pequena vivi numa casa com muitos livros, desde pequena li vários autores, vários livros históricos, vários livros técnicos e, confesso, alguns livros esotéricos.
Antes do meu suspeito ateísmo eu era, de certa forma, um tanto mística. Fato é que ainda sou, ainda acredito que eu tenho uma visão além do alcance (olho de Tandera). Mas eu não tento mais explicar isso, eu parei de ler esses livros que, em geral, são livros de auto-ajuda.
Uma das coisas que meus pais se apegam são livros, em alguns casos eu concordo, outros não. E hoje eu sou adepta do e-book, acho prático, podemos riscar, podemos utilizar mais facilmente citações em nossos trabalhos, e, a melhor coisa do e-book: não acumulam poeira e não ocupam espaço.
Para uma pessoa alérgica como eu, ter uma mini biblioteca no quarto é suicídio, mas eu tenho. Culpa de não ter espaço suficiente em outros locais da casa, culpa minha também, por ter desenvolvido essa alergia só depois de mais velha.
Bom, sei que fui fazer uma faxina na estante, tirei todos os livros, separei por temas: os de administração (livros que li ou tentei ler durante o período de faculdade), os de psicologia ou "psicologia" (porque alguns, como os do Jung, não são aceitos pelo CRP), as enciclopédias (pra mim é um grande elefante branco, não servem para muita coisa, morro de alergia, prefiro pesquisar no google, mas não posso doar, pois meus pais são apegados e tal), e, enfim, os romances, bibliografias, peças de dramaturgia, ou seja, a fatia gostosa do bolo.
Na minha grande neurose, pensando que a mente precisa de um lugar organizado para se organizar, querendo "limpar as energias" do meu quarto e melhorar, assim, minha vida. Resolvi colocar os livros na estante em ordem alfabética de título. E agora, minha meta é ler um a um e provar que se os livros existem, devem ser lidos. O primeiro da lista é uma peça de teatro chamada Abajur Lilás, O - Plínio Marcos, no mesmo livro e em seguida tem outra peça: Oração para um pé-de-chinelo. Vou ler e pesquisar sobre o dramaturgo e este será o próximo tópico do meu blog. Divirtam-se com a minha falta do que fazer!
Antes do meu suspeito ateísmo eu era, de certa forma, um tanto mística. Fato é que ainda sou, ainda acredito que eu tenho uma visão além do alcance (olho de Tandera). Mas eu não tento mais explicar isso, eu parei de ler esses livros que, em geral, são livros de auto-ajuda.
Uma das coisas que meus pais se apegam são livros, em alguns casos eu concordo, outros não. E hoje eu sou adepta do e-book, acho prático, podemos riscar, podemos utilizar mais facilmente citações em nossos trabalhos, e, a melhor coisa do e-book: não acumulam poeira e não ocupam espaço.
Para uma pessoa alérgica como eu, ter uma mini biblioteca no quarto é suicídio, mas eu tenho. Culpa de não ter espaço suficiente em outros locais da casa, culpa minha também, por ter desenvolvido essa alergia só depois de mais velha.
Bom, sei que fui fazer uma faxina na estante, tirei todos os livros, separei por temas: os de administração (livros que li ou tentei ler durante o período de faculdade), os de psicologia ou "psicologia" (porque alguns, como os do Jung, não são aceitos pelo CRP), as enciclopédias (pra mim é um grande elefante branco, não servem para muita coisa, morro de alergia, prefiro pesquisar no google, mas não posso doar, pois meus pais são apegados e tal), e, enfim, os romances, bibliografias, peças de dramaturgia, ou seja, a fatia gostosa do bolo.
Na minha grande neurose, pensando que a mente precisa de um lugar organizado para se organizar, querendo "limpar as energias" do meu quarto e melhorar, assim, minha vida. Resolvi colocar os livros na estante em ordem alfabética de título. E agora, minha meta é ler um a um e provar que se os livros existem, devem ser lidos. O primeiro da lista é uma peça de teatro chamada Abajur Lilás, O - Plínio Marcos, no mesmo livro e em seguida tem outra peça: Oração para um pé-de-chinelo. Vou ler e pesquisar sobre o dramaturgo e este será o próximo tópico do meu blog. Divirtam-se com a minha falta do que fazer!
Friday, July 03, 2009
Arroz para Sushi
Ingredientes:
1kg de arroz japonês
10 colheres de sopa de vinagre de arroz
4 colheres de chá de sal
4 colheres de sopa de açúcar
4 colheres de sopa de saquê (para cozinha)
7 xícaras de chá de água
2 unidades de Kombu(alga) em tiras
Lavar o arroz até que a água fique clara (e isso demora, demora, demora...)
Despejar numa panela grossa.
Acrescentar água fria e o kombu, tampar e descansar por 30 min a 1 hora.
Cozinhar até ferver, baixar o fogo até a água secar.
À parte
Levar ao fogo brando o vinagre de arroz, com o sal, o açúcar e o saquê (lembrando que é o para cozinhar). Mexa até que o sal e o açúcar derreta.
Deixe o arroz pronto na panela tampada por 10 minutos. Após isso passar o arroz para uma bacia de plástico. Colocar o tempero da panela. Cortar o arroz em cruz. Resfriar o arroz rapidamente dando nele um choque térmico.
Cobrir o arroz com pano úmido até usá-lo.
Eu já fiz diversas vezes essa receita, vale a pena? Se você quiser sofrer, vale. Demora pra caramba e depois tem que enrolar, cortar o peixe e montar o sushi. Eu voto no sashimi ou no tradicional japonês a quilo mesmo. Mas pra quem quiser, taí! Enjoy it! ;)
1kg de arroz japonês
10 colheres de sopa de vinagre de arroz
4 colheres de chá de sal
4 colheres de sopa de açúcar
4 colheres de sopa de saquê (para cozinha)
7 xícaras de chá de água
2 unidades de Kombu(alga) em tiras
Lavar o arroz até que a água fique clara (e isso demora, demora, demora...)
Despejar numa panela grossa.
Acrescentar água fria e o kombu, tampar e descansar por 30 min a 1 hora.
Cozinhar até ferver, baixar o fogo até a água secar.
À parte
Levar ao fogo brando o vinagre de arroz, com o sal, o açúcar e o saquê (lembrando que é o para cozinhar). Mexa até que o sal e o açúcar derreta.
Deixe o arroz pronto na panela tampada por 10 minutos. Após isso passar o arroz para uma bacia de plástico. Colocar o tempero da panela. Cortar o arroz em cruz. Resfriar o arroz rapidamente dando nele um choque térmico.
Cobrir o arroz com pano úmido até usá-lo.
Eu já fiz diversas vezes essa receita, vale a pena? Se você quiser sofrer, vale. Demora pra caramba e depois tem que enrolar, cortar o peixe e montar o sushi. Eu voto no sashimi ou no tradicional japonês a quilo mesmo. Mas pra quem quiser, taí! Enjoy it! ;)
Tempestade
Agora, nesse momento, a chuva aqui onde moro está muito forte. Eu adoro chuva, mas apenas quando estou abrigada. Covardia? Talvez seja.
Quando chove assim, forte e intenso, gosto de olhar pela janela. Às vezes imagino que as gotas nos vidros da janela são lágrimas e, se tenho vontade, choro junto com elas, como se eu não chorasse sozinha.
A água não para de cair, tudo se inunda, inclusive minha cabeça de lembranças e pensamentos. Quando pequena me sentia muito só, sempre fui, desde criança, uma pessoa sozinha. Detestava domingos, ainda mais se chovesse. Mas essa chuva, contraditório ou não, que tanto adoro, me remete à minha solidão. Sem a qual não viveria bem. Gosto de ter amigos, sair, conversar, mas o que realmente gosto é de estar só. Quando chove sempre estou sozinha, a chuva nos isola dos outros. Assim fico eu e ela, a tempestade. Por algum tempo somos uma só. Nossa intimidade é tanta que ela se atreve a entrar em meu quarto e molhar meus papéis. Fico furiosa, brigamos, mas logo eu a perdoo, não vivo sem ela.
Quando chove assim, forte e intenso, gosto de olhar pela janela. Às vezes imagino que as gotas nos vidros da janela são lágrimas e, se tenho vontade, choro junto com elas, como se eu não chorasse sozinha.
A água não para de cair, tudo se inunda, inclusive minha cabeça de lembranças e pensamentos. Quando pequena me sentia muito só, sempre fui, desde criança, uma pessoa sozinha. Detestava domingos, ainda mais se chovesse. Mas essa chuva, contraditório ou não, que tanto adoro, me remete à minha solidão. Sem a qual não viveria bem. Gosto de ter amigos, sair, conversar, mas o que realmente gosto é de estar só. Quando chove sempre estou sozinha, a chuva nos isola dos outros. Assim fico eu e ela, a tempestade. Por algum tempo somos uma só. Nossa intimidade é tanta que ela se atreve a entrar em meu quarto e molhar meus papéis. Fico furiosa, brigamos, mas logo eu a perdoo, não vivo sem ela.
Monday, June 29, 2009
Que destino!
Mas morrer é sempre bom. Nunca ouvi ninguém reclamar. E os que ficam, exclamam:
- Oh! Que vida é essa?!
- Oh! Que vida é essa?!
Ballet atômico
Ele errou mais uma vez, como era de se esperar. E eu aqui, pensando em mil coisas, pensando que não poderia ter sido diferente e que ele nem era tão bom assim. Medo da solidão? Coisa mais ridícula! Deveríamos ter medo de nunca mais ficarmos sozinhos, com tanta gente no mundo, 6 bilhões de pessoas estranhas. Na minha cidade são 2,5 milhões de pessoas, não há mesmo como ficar sozinho.
Agora, daquelas reflexões malucas sobre a vida... O que estamos fazendo aqui, o que é tudo isso? Uma dança de átomos que insistem em cada dia ser uma coisa diferente? Um ballet atômico? Ou foi Deus que deu um grito e tudo se fez? E como ele fez tudo isso a partir da não existência? Perguntas que dançarão por entre lugares vazios, por entre a extinção do homem.
E sobre catástrofes e fim do mundo? Eu acharia ótimo... Tudo deixar de existir, um espetáculo lindo de se ver. A explosão de tudo, o fim de tudo. Mas se chegou ao fim é tempo de um novo início. Vai ser melhor que antes? Vai ser igual?
Agora, daquelas reflexões malucas sobre a vida... O que estamos fazendo aqui, o que é tudo isso? Uma dança de átomos que insistem em cada dia ser uma coisa diferente? Um ballet atômico? Ou foi Deus que deu um grito e tudo se fez? E como ele fez tudo isso a partir da não existência? Perguntas que dançarão por entre lugares vazios, por entre a extinção do homem.
E sobre catástrofes e fim do mundo? Eu acharia ótimo... Tudo deixar de existir, um espetáculo lindo de se ver. A explosão de tudo, o fim de tudo. Mas se chegou ao fim é tempo de um novo início. Vai ser melhor que antes? Vai ser igual?
Monday, June 22, 2009
Noivas
Por que as mulheres se vestem de noiva e vão tirar fotos no meio do mato? Não é, assim por dizer, uma coisa estranha? É como se noivas estivessem sempre entre laguinhos, patos, casarões antigos e cavalos...
Será que um dia eu vou "pagar esse mico"?
Será que um dia eu vou "pagar esse mico"?
Sunday, June 21, 2009
A Outra
Talvez ele não entenda porque eu aceito para mim o que eu aceito para mim. Ele é meu amigo, me quer bem, se importa comigo e diz que se não fosse por ela, quem sabe, não poderia sonhar comigo? Eu e ele, juntos, e ela no calcanhar.
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