Sunday, June 21, 2009

Perseguida

Um frio danado, pessoas passeiam com seus cachorros, adolescentes latem e eu, claro, sou mais uma vez perseguida por leitores assíduos da bíblia. Eles olham para mim e pensam: "presa fácil". Talvez seja o significado do meu nome: "calma como uma ovelha", ou um imã invisível que faz a minha mente ser atraída pela deles. Talvez eu tenha um chip implantado e eles, caçadores de pessoas carentes, imediatamente me rastreiam e:

- É aquela ali! Dê um livrinho de como Deus criou o mundo em 7 dias pra ela!

Paz!

A unha roxa de tanto frio, a folha se acabando, a necessidade de escrever. A espera, a bela praça, a paz em meio ao caos. Acho que é só assim memo que a paz acontece, no olho do furacão.

Mãe Evangélica

Ao acordar ouvi uma mãe gritar:

- Vou dar um bicudo nesse menino que eu vou jogar ele lá dentro da igreja!

Como são boas mães essas evangélicas!

Monday, May 04, 2009

Máscara

Está aí o motivo pelo qual acho que não gosto de grandes festas, de muita euforia, de carnaval: não gosto de máscaras, nunca gostei e quase não as uso. Quando tinha 17 anos escrevi uma poesia para um livro que seria publicado no meu colégio, um livro só com poesia dos alunos, era a seguinte:

"Lutar e vencer
ou amar e viver?
tem que haver escolha
na primeira ganharei uma máscara
na segunda me transformarei"

Desde muito nova sempre fui angustiada com o existir, com o ser. E sempre tentei ser autêntica, não pelo outro, mas por mim mesma, porque "mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira". É muito difícil uma pessoa mentir para mim e eu não desconfiar. Porém sou um tanto Sherlock Homes e não me sinto em paz enquanto não decifrar toda a mentira, toda a trama...

No entanto, vejo que talvez isso não seja mais necessário, que não é isso que vai me fazer menos ou mais feliz, satisfeita. Não é necessário saber o porque da mentira alheia e nem saber porque você é o alvo. Acho que a vida é bem mais simples. Você pode escolher entre ser realista ou acreditar na ilusão que querem que você acredite. Ser realista é lindo! É ver o mundo como ele realmente é, pelo menos através da sua visão. "É não ser adaptável as normas da vida" como diria Fernando Pessoa, ou melhor, Álvaro de Campos.

Assim acabo me sentindo como se vivesse num mundo à parte, mas não quero ser o centro das atenções, meu nome não é Umbigo. Simplesmente vejo que não há mais o que acreditar, é como se eu tivesse que aceitar a vida como é, sem ilusões, sem "estéticas com o coração"!

Para quem nunca ouviu o poema "Cruzou por mim, veio ter comigo numa rua da baixa" de Álvaro de Campos, declamado por Jô Soares, vale a pena ouvir no youtube:

Tuesday, April 14, 2009

Continuo fechada

Talvez seja um tanto perplexa e um outro tanto traumatizada que escrevo isso aqui. Não sei se deveria, mas acho que é interessante para outras mulheres que passam o mesmo que eu.

Seguindo os conselhos de um amigo, que tenho em mais alta estima, resolvi me "fechar para balanço" até ouvir dentro de mim qual era a realidade do meu sentimento, o que eu realmente queria de um relacionamento. Durante esse tempo não apareceu ninguém que mexesse comigo, mas apareceram algumas paquerinhas, olhares, coisas do tipo.

É bom lembrar, que pouco antes de me "fechar", conheci um esquizofrênico, obviamente, eu não sabia que era doente. Esse cara se apaixonou por mim e queria algo "sério". Mas por ele ter se revelado esquizo, não tive coragem nem de avançar meio passo. Sorte minha da honestidade dele.

Agora fico pensando o porque isso vem acontecendo incessantemente comigo: estamos todos doentes? Existe mesmo a tal lei da atração? Tenho que fazer uma terapia para conseguir identificar o que eu faço para atrair isso pra mim e conseguir identificar meu erro e corrigir? O que devo fazer?

Estava eu, sossegada, vivendo minha vidinha, que hora é besta e hora é a melhor do mundo. Me aparece um sujeito que me fez acreditar novamente. Me contou histórias de uma vida que hoje vejo ser pura farça. Mais um farçante, mais um esquizo?! Sem preconceito, que me perdoem os esquizofrênicos que lerem isso. Não é essa a questão. A questão é toda minha, porque atraio isso pra mim, ainda mais sendo tão transparente.

Vocês não imaginam minha fobia e espanto ao escrever tudo isso e ir lembrando detalhe a detalhe, que não vou relatar aqui. Como ele me envolveu na teia de mentiras e como eu caí novamente. Não estou me colocando como vítima indefesa, é apenas muito triste saber que algumas pessoas nos mentem olhando nos olhos e por nada, gratuitamente.

Thursday, March 05, 2009

Reflexões numa noite quente

E da vida achei engraçado
passar ao meu lado a mãe com quatro filhos
Ela e seu amor, muito bem dividido
E eu, que nem sei se os terei, os quatro filhos

Achei também graça
Dos meus olhares de desejo
Coisa de menina mimada
Que deseja justamente aquilo que não pode ter

Achei divina a ideia de ter que se conformar
Conformar em ser o que é
Em ter o que se tem

Achei graça da solidão
Da minha deliciosa solidão
Aquela das noites quentes de Belo Horizonte
Da minha e da dela
A solidão da mãe com quatro filhos

Ri também e me diverti
Com o automóvel que vinha em minha direção
Um homem belo o dirigia
Claro que aprendi que as aparências enganam
Lembrei de palavras, algumas que tento não falar
Achei engraçado o autocontrole
Era um dia pra se rir
E qual não é?
Autocontrole... Pensar antes de falar...
As aparências enganam, as palavras não mais.

Resposta de um email

Amei, lindas, lindas!
Que tesão! babao
Seus auto-retratos, sempre bonitos.
Bjo.

Wednesday, March 04, 2009

Bela

Nascida mais para ser amada que para amar. Apesar da sede que sente em amar. Parece um tanto contraditório, mas não é. Encanta mais que é encantada... Quisera ser mais encantada que encantar. De forma doce, ela não segue ninguém, é seguida, porém quisera seguir. Achava não ter vocação para guia, mas entendeu que nessa vida não se escolhe certas coisas. Gostar. Palavra bonita, mas tão estranha para ela. Gosta de todos, ao mesmo tempo de nenhum. Altiva, admirada por muitos, detestada por alguns, quase nunca ignorada, sabe olhar nos olhos, dizem até que lê pensamentos... Como água, ela invade, arrasa, destrói, limpa e vai embora. Sabe quando tem que ir, sabe quando tem de ficar. Será que existe o equilíbrio entre gostar e ser gostado? Ou será que para ela isso nunca acontecerá? Então percebe que aos que ela admira nunca permanecem por muito tempo. Agora ela começa a se deixar admirar, artista de si mesma, segue bailarina, segue admirada... Irá contemplar na intensidade que é contemplada? Jamais! Mesmo tímida, consegue entender o destino a si reservado, não pode dizer nada agora, não é hora de falar.

Monday, March 02, 2009

Que coisa engraçada!

Essa vida nossa é uma comédia. Acho que toda vez que temos certeza de que estamos no controle, acontece algo para lhe dizer: "ei, você não manda em mim". Não sei porque criamos essa ilusão de que guiamos nossa própria vida, se, no entando, ela que nos leva. Nesse ponto concordo com Zeca Pagodinho, "deixa a vida me levar, Vida leva eu"

Agora, o mais engraçado de tudo, é acharmos que o outro é mais feliz. Passei esse fim de semana praticamente em casa, perguntando se sou normal, se sou menos feliz por não ter alguém para dividir minhas preocupações, minhas angustias e, claro, dar o meu amor. Mas percebo, ao conversar com amigos, que a insatisfação é geral. E aí, o que vamos fazer com esse problema? Acho que todos escolhemos a felicidade, mas ela foge de nós? Ouço reclamações por todos os lados: uma é linda, mas quer tomar remédio para emagrecer ou fazer dietas loucas para ficar magra no casamento, outra namora um para esquecer outro, outro arruma discussões por e-mail com pessoas do trabalho. E assim vai... Infelizmente entramos nesse jogo social... Tem que ser magro, tem que estar com alguém, tem que ser o dono da verdade, não importam nem um pouco se é de forma incondicional que somos felizes.

As pessoas me acham diferente, alguns dizem até que não sou normal. Mas pra que ser normal nessa normalidade chata, enfadonha? Vamos viver o concreto, o agora, esqueça jogos sociais, olhe nos olhos das pessoas, fale o que sente e não o que pensa ser o mais correto. Seja até um pouco chato, mas seja você!

Sunday, February 08, 2009

Esse Deus Aranha

Ele tece a teia do destino dos homens, Ele comanda. Autoritário, se você não fizer por Ele, não será salvo. Deus Aranha. Tece a teia e nós, rélis insetos, inocentemente somos presos a essa maldita teia divina. Livre arbítrio sim, mas Ele escreve certo por linhas tortas. Vai se entender tanta contradição. Deus mal, Deus perverso. Ele condena sua própria criação. Ele criou tudo isso, e aí vemos a maldade em seus olhos. Criou o caos, a morte, o existir e a dor. Deus Aranha! Nao te quero aqui!

Wednesday, February 04, 2009

A dor de ser artista

Poucas pessoas entendem o drama que há na qualidade de ser artista. Ser artista é estar aquém do mundo, é não ter pousada certa, é não saber onde vai dar. Buscar onde ninguém busca. Ser artista é sofrer a dor do outro, a sua dor, a dor que não existe. Ser artista é ouvir as pessoas te dizerem que você não sabe o que quer da vida, que não tem foco. Tudo isso amarga em nossa boca e nos faz pessoas menos racionais, pura emoção. O artista não tem vez nesse mundo tão racional, cheio de contas pra pagar. Somos também atemporais, vagamos pela história, sempre os mesmos, porque conhecemos, de certa forma, o sentido maior dessa vida: que é o prazer. Observamos cada um, sabemos de cada um, mas só nos preocupamos conosco. Não é egoísmo, é deixar viver. Somos sim, sem parada, não temos lugar nesse mundo. Entendemos da alma humana e da sua grande inconsciência. Entendemos de tudo e ao mesmo tempo de nada! Não somos nada senão o momento.

Termino com essa frase da música "Você só pensa em grana" do Zeca Baleiro, obviamente a pessoa pra que ele canta não é e nem pode ser um verdadeiro artista:

"Você rasga os poemas que lhe dou, mas nunca vi você rasgar dinheiro"

Sunday, February 01, 2009

[Ela ri como louca, aquele riso incontido, aquele riso psicótico.]

Ri e chora, chora e ri. Doente. Passeia pelas ruas da cidade e se sente inteira ali, mas quer voltar pra sua terra, que nem é natal. Sua terra natal não é nem uma lembrança na parede e nem dói, nada, nada. Mas a terra de onde veio, que lhe ensinou os vícios da vida, a condição de trabalhar pouco e beber muito. A condição de estudar, ler e pesquisar. A condição de ser inteira, densa, profunda, artista, artesã. Para essa terra ela quer voltar e ao mesmo tempo não. O calor insuportável, o mau-humor de seus pais, os amigos que ela sente falta, tudo ficou pra trás. Voltar é retroceder. Porém também sabe que não existe volta e sim um fluir, um ir e vir. Voltar é impossível.

Ela sempre questionando a vida: "O universo é tão vasto, tão bonito, e a gente tem que ficar. A falta de liberdade vai matando aos poucos um coração que tanto a quer."

Ri doente, ri (in)conscientemente dos seus olhares, das suas análises, da sua forma de enxergar a vida e enxergar o outro. Ri e fala. Fala mansa, doce, finge não tentar convencer, mas convence. Dismistifica. Entorpece. Se torna mito, se torna voz ativa na mente do outro. Invade, suga, quer tudo e todos para si. Quer a troca, quer coragem, quer amor, mas não amor mito, amor amor.

Thursday, December 11, 2008

De volta à Beagá!

Vai e vem de histórias, as mesmas cenas, os mesmos lugares, o mesmo barulho, o mesmo cheiro, a vida é absolutamente igual e ao mesmo tempo imprevisível. Desculpem por tudo que eu disse antes, não estava em sã consciência. Amanhã pedirei desculpa por esse texto?
Vivi o sonho e a realidade. A realidade é sempre mais importante para nos aprimorarmos. Vi muita coisa, conheci outra realidade, vivi outra vida, tudo isso para perceber, para enxergar, que no fundo, no fundo, nada muda... não mudei nada! Continuo a mesma menina do meu pai, a mesma menina cética, tentando ver mágica na vida. A vida já é a mágica... mas finjo não ligar. Amigos? Alguns me entendem, sabe que falo mais que hajo, ou que hajo mais que falo, dependendo da circunstância. Gosto dos que não ligam pros meus defeitos. São poucos, mas são eles que eu prezo.

Thursday, November 20, 2008

o vício

o controle

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o controle

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o controle

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O surto

Thursday, August 14, 2008

As pessoas me perguntam como tenho feito para viver, onde estou indo, o que ando fazendo, quantas pessoas diferentes conheci durante esse tempo... São tantas perguntas, algumas sem respostas, mas não me incomodo com isso. Me incomodo com uma pontinha de falta de alguma coisa que não sei o que é. Que bate dentro do peito e, às vezes, fere. Não me incomodo com as pessoas, não tenho mágoas. Simplesmente gosto ou não gosto delas. Tenho esse direito.Tenho poucos desafetos, sou comunicativa, amiga de quase todo mundo. Sou abençoada por uma força estranha que nem sei dizer o que é. Sei que percebo desde nova que sou diferente.Tenho uma qualidade legal: só faço o que tenho vontade. Há um tempo tentava agradar a gregos e troianos, mas agora resolvi agradar a mim. Se eu estiver bem, vou me relacionar melhor com as pessoas.Gosto de conversar, gosto de comer bem, gosto de sair mas também gosto de ficar em casa, beber um pouco, ou muito, depende do dia, alugar filmes, assistir sozinha ou acompanhada de excelente companhia, gosto de cidade grande, mas às vezes gosto de calmaria. Praia não me agrada muito, até gosto, só não gosto da água salgada, da areia e do sol forte. Gosto de montanha, vim delas, sou delas. Nas montanhas estão minha alma, minha essência. Gosto do frio, mas não de corações frios. Gosto de interação, você comigo, eu com você. Não gosto de falar com quem não está me ouvindo, é chato, a pessoa no mundo da lua não vive. Acho que isso é um pouco de mim, não dá pra se definir e nem se resumir com palavras. Sou isso tudo, sou você.

Wednesday, August 13, 2008

Tropecei, senti o gosto de sangue na boca, até não acho tão ruim... Na hora do tombo tem que se entregar, porque senão o fizer, se resistir, a força da gravidade vai te puxar, será pior. Me entreguei, arrebentei os dentes: três. Se foram... Eu fiquei chorando, lágrima, sangue, dor. Foi profundo o trauma, anos se passaram, mas me lembro da cena. Quase não me lembro do sangue. Mas deveria me lembrar...
Lembro de um vagão abandonado, um dia cinzento e nublado, cheiro de mato... Lembro de casa na árvore, pista de buggy, cheiro de gasolina. Uma lagoa que ninguém entrava nela, daí já começo a misturar com outro momento. Jet Sky, lancha, uma adolescência privilegiada, dinheiro, boas comidas, boas bebidas e descontrole. Perdi o chão naquele tombo... Mudou minha vida.
Talvez tudo tenha vindo antes, bem antes daquele momento, quando ela entrou pela porta da sala e eu acreditei que seria minha amiga. Quando entrei em seu mundo maravilhoso e quis ficar. Quando me perdi entre bebidas, sexo e cigarro... Nunca fui de outras drogas. Acreditei cegamente que era esse o caminho. Fui mimada, usava meu poder de persuasão. Fui perversa. Tantas e tantas vezes, fui má, fui irônica, fui bêbada, fui perdida, fui vazia, "mas ali quem sabe eu fui feliz".

Monday, August 04, 2008

Sabia dos amores passageiros, sabia da dor causada, sabia de tudo e fugia... Mas a dor entrava de toda forma, fosse como fosse. Cansou, foi escrever sobre o assunto pra passar a dor, foi ouvir música brega, foi cantar. Mas aquela pontinha de dor do amor verdadeiro e fulgás batia ainda forte, ia e vinha, ia e vinha, como aquelas dores que latejam. Paixão e liberdade... que nome tolo, pensou. Não há liberdade onde há sentimento. Não há liberdade em lugar algum.

Friday, July 11, 2008

Orgulhosa e Convencida

Não, não se iluda, ele não te ama. Mas não se desespere, ele também não ama a mim. Na verdade ele se perdeu na loucura de ter, de ser dono. Não somos donos nem de nós mesmos. Agora ele foge, mas ontem me cobrava dinheiro. Corre, moça, antes que seja um pouco tarde, as pessoas nos iludem, às vezes por anos. Amor, companheirismo, amizade? Nada disso ficou, e nesse desespero de ter alguém, nesse desespero de me esquecer, ele vai te iludindo, te deixando acreditar que é verdadeiro. Você tem até o mesmo nome que eu, percebeu isso? Mas óbvio que devemos ser muito diferentes, isso não importa. Mas eu sou bem mais bonita! hahahaha

Sunday, May 25, 2008

E se o amor for tão grande que explodir? Acabar tudo? Seria esse seu objetivo?
E se for tão grande o amor que o faz deixar de existir? É isso mesmo que é amar?
E se o amor for tão supremo que ninguém nunca saberá amar? Como vamos saber quando isso acontecer?
Se acontecer, como será? Como será o amor? Será que amo? Será que amei? Que amarei?
Se explodir fica fácil ver, dá pra sentir o calor...
Mas e se for silencioso? E seu eu nunca amar?
E se ninguém amar?
O que isso significa?

Thursday, March 27, 2008

Fogo

Num castelo ela vive, ela quer viver... Pobre dama... Morta dentro da aparência. Está sim no castelo, mas não percebe que está na masmorra. Os cuidados com os outros e consigo são excessivos: não faça isso, não fale aquilo, pense antes, pense, pense, pense, não haja, postura! Enquanto isso o tempo passa... A língua cala... A língua também não serve só pra falar, ela lambe... Mas a dela, especificamente, não. Reservou a língua pra ferir, a si e aos outros, quando profere suas poucas e calculadas palavras. Eu a rasgo com meus dentes e a lambo com minha língua. A dor e o prazer. Sexo sem amor, sem consentimento. Crime. Eu cometi todos, vivi todos. Eu sou o vício. Ela tem medo do sexo, eu o quero a cada instante. Meu corpo pulsa por ele, pede alguém que me queira, que me agarre, que me coma, sem pedir licença. E eu o lamba com minha língua. Ardente, profundo, intenso, sexo bom... Queria alguém hoje, mas só por hoje...